Câmara analisa PEC que proíbe candidatos sem diploma disputar eleições

Ex-presidente e "nunca será" Ministro
A Proposta de Emenda à Constituição é do deputado Irajá Abreu, do PSD/TO e foi apresentada em março deste ano (2016). O objetivo dela é proibir candidatura a quem não tiver ensino superior. Um exemplo forte de político assim é o próprio ex-presidente Lula.

Na justificativa, Irajá diz buscar “estabelecer um patamar superior” para os representantes. Para o deputado, a disponibilidade de conhecimentos integrados por uma visão acadêmica pode propiciar com maior efetividade uma visão mais profunda da realidade brasileira. A curiosidade é que a proposta já foi assinada por nome deputados petistas da Casa. No total, 190 deputados já assinaram. Para entrar na pauta, a proposta precisava apenas 171 assinaturas.

O texto abre uma exceção para aqueles sem graduação. Quem já é senador, vereador ou deputado federal, estadual ou distrital e não possui ensino superior poderia se candidatar novamente ao mesmo cargo.

Ela aguarda apreciação na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, que ainda não começou os trabalhos de 2016. Se aprovada a admissibilidade na CCJ, a Câmara cria uma comissão especial para analisar a PEC.


Após analisada, o colegiado tem 40 sessões plenárias para votar um parecer. Se for positivo, a proposta vai a plenário. São necessários três quintos dos deputados, ou seja, 308 votos, para aprovação. O texto é votado em dois turnos e, se aprovado, segue para o Senado. 
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