Dilma deverá aproveitar as Olímpiadas para segurar impeachment

Dilma e Cardozo
Restam poucas cartas na manga para a presidente Dilma Rousseff conseguir segurar seu afastamento absoluto da presidência da República. Ao que tudo indica, a defesa de Dilma, o advogado José Eduardo Cardozo, terá duas últimas jogadas.

A primeira jogada deverá cumprir a então solicitadas “novas eleições” caso volte ao seu posto. A estratégia para angariar apoio também inclui tentar encurtar prazos para que o julgamento final pelos senadores aconteça durante os Jogos Olímpicos, atraindo o máximo de escrutínio internacional.

Cardozo deverá continuar sustentando a tese de que a presidente não cometeu crimes de responsabilidade e que o processo não foi promovido para punir qualquer situação ilícita. “Foi feito para afastar a presidenta eleita por razões políticas, e algumas bastantes sinistras”, diz Cardozo insistentemente.

O caminho não é fácil, já que novas eleições só estão previstas legalmente em caso de renúncia ou queda dupla, tanto de Rousseff quanto do presidente interino Michel Temer. A ideia mais forte é que, uma vez de volta à Presidência, Dilma convoque uma consulta sobre novas eleições e, animada por um eventual triunfo popular da proposta, envie à mudança ao mesmo Congresso hostil que a afastou.

Uma outra estratégia dos aliados de Rousseff será a de tentar antecipar o julgamento dela em uma semana. Previsto para ocorrer após o dia 22 de agosto, os dilmistas querem antecipá-lo para o dia 15. O motivo é que gostariam de aproveitar uma repercussão internacional que o tema teria pois entre os dias 3 e 21 de agosto cerca de 25.000 jornalistas do mundo inteiro estarão no Brasil para a cobertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. “Eles [os adversários] querem deixar para depois das Olimpíadas para que não haja uma denúncia internacional, se anteciparmos, podemos ter esse destaque fora do país ampliada”, analisou Lindbergh.

A comissão especial do impeachment escuta há semanas defesa e acusação para só então ter um relatório final que será levado ao conjunto dos senadores que decidirão se ela deve perder definitivamente o mandato do qual está afastada desde 12 de maio. Para se salvar do impeachment a petista precisa dos votos de 28 dos 81 senadores.

Com msn
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