Se assumir, Temer pretende cortar ao menos 7 ministérios

Michel Temer recebendo visitas em sua casa
Mesmo sem a “caneta”, Michel Temer já demonstra postura de presidente da República. E não é por menos. A imprensa custa em tirar alguma coisa da boca de Temer em meio ao tumulto político, porém o pmdebista sempre muito reservado apenas respondia curtamente. Mas, não demorou muito e a atitude presidencial de Temer começou a aparecer. A movimentação em sua casa mostra que o então vice-presidente da república não terá dificuldade alguma em assumir o controle do país. São empresários, líderes sindicais, religiosos, até mesmo as bancadas “boi e bala” do congresso já segue os passos de Temer.

Tudo indica que o homem já sabe qual será suas primeiras ações se caso vir assumir no lugar de Dilma. Uma dessas ações será a eliminação de ao menos sete ministérios, unindo-os com outras pastas, para reduzir a conta para cerca de 25.

Segundo notícias publicadas, as junções de ministérios ainda estão em estudo, mas a intenção do vice-presidente é que a Esplanada, hoje com 32 pastas, fique com, no máximo, 25 – eram 39 antes da reforma administrativa feita por Dilma em outubro do ano passado.

“Todo o redesenho tem como objetivo economia para o governo federal e a simplificação das atividades do governo sem perda de eficiência. Muitas vezes há várias frentes para tratar de um mesmo tema. Não precisa de mais de uma estrutura”, disse à Reuters uma das fontes do partido de Temer.

Uma das intenções é criar um superministério da Infraestrutura, unindo Transportes, Portos e Aviação Civil. Essa era uma das ideias estudadas pela equipe de Dilma na reforma ministerial, mas foi abortada justamente para dar mais espaço ao PMDB no governo –Hélder Barbalho saiu da Pesca, unida ao Ministério da Agricultura, e foi para Portos, e Eliseu Padilha pôde ficar na Aviação.

Temer estuda voltar a conjugar Educação com Cultura –pastas que foram separadas no governo de Fernando Henrique Cardoso.

O Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, criado em outubro por Dilma para unir as três pastas em uma só, seria passado para a jurisdição do Ministério da Justiça, que passaria a se chamar Justiça e Cidadania. Outra mudança seria a união dos Ministérios das Cidades e da Integração Nacional.

O Ministério do Desenvolvimento Agrário também deve desaparecer. Ainda está em estudo se seria unido à Agricultura ou ao Desenvolvimento Social.


A equipe de Temer levanta outros cargos de peso e com orçamentos razoáveis que não sejam ministérios para contentar partidos de uma possível base aliada, disse uma das fontes. Entram na conta, por exemplo, bancos públicos e autarquias como o Departamento de Obras contra a Seca (Dnocs), em uma conta que pode chegar a 20 cargos.
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